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Saturday, July 16, 2005

Speed dating

Ontem tive uma discussão interessante com uma amiga minha a propósito do Speed Dating, mais uma daquelas invenções estrangeiras que acaba por chegar a Portugal 10 ou 20 anos depois de ter sido inventada. Ela advogava que aquilo era mais para o tipo de pessoa solitária, que tem uma carreira profissional exigente, e uma vida social que deixa muito a desejar. Enfim, o lugar comum nos países do Norte da Europa e América do Norte, mas algo que para bem e para mal, também começa a haver em Portugal. Ela dizia que para isto chegar a Portugal, é porque começa já a haver uma "massa crítica" considerável de pessoas "tristes". Se calhar, é um dos lados mais negros do desenvolvimento social das sociedades, ao qual Portugal, apesar de todos os problemas, está a acompanhar (só no desenvolvimento económico é que estamos um bocado, para ser eufemístico, estagnados).
Leiam as regras e vejam se até não vale a pena experimentar uma vez. Eu até era capaz de experimentar, é uma experiência como muitas outras, e acho que não deve ser levada demasiado a sério, apesar de ter ouvido que as pessoas se preparam imenso para isto nos países Anglo-saxónicos. Mas atenção, é preciso pagar 25 euros, e em Portugal tem de se ter 27 anos!
O que é que eu penso disto? Nunca experimentei, como já disse, mas penso que tem alguma piada, é mais uma maneira de reforçarmos a nossa rede social, e eventualmente, com alguma sorte, conhecermos alguém especial. Sacrificam-se dois fins de semanas de saídas e já tá! Mas confesso que precisaria de estar muito desesperado para preferir isto à maneira antiga de fazer as coisas, isto é, apostando na naturalidade, espontaneidade e no acaso.
A minha amiga também dizia que esta importação está feita à medida dos Anglo-saxónicos, que têm a cultura do "dating", ao contrário de nós. Mas será que caminhamos inexoravelmente para lá?

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