Think Tank Tuga

Thursday, July 28, 2005

Tenho-me apercebido que, mais importante do que o local onde escolhemos trabalhar (e em Portugal, há um concurso nacional para escolha do local onde se faz o ano comum – o período de formação pós graduada antes da especialidade), são as pessoas com quem trabalhamos. Podem fazer a diferença entre um ano fantástico, em que aprendemos, evoluímos, as pessoas nos tratam bem e nos dão apoio, e um ano miserável, em que é um sacrifício enorme sair de casa para ir trabalhar todos os dias.
Era capaz de trocar o conforto de Lisboa pelos confins de Trás-os-Montes se soubesse que lá estaria a equipa mais fixe do país inteiro, que me iria acolher e integrar da melhor forma possível, e se iria preocupar com o meu desenvolvimento profissional, em vez de ser mais um escravo.
Parece bem? O problema é o trabalho de visitarmos muitos hospitais para conhecermos e falarmos com os internos e demais médicos, e sabermos as regras do jogo naquela unidade de saúde. Pode parecer moroso, mas na minha opinião era uma boa maneira de escolhermos o melhor sítio para trabalhar.

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